VOUTA DO DARIZ ENDUPIDO
Depois de uma semana marcada pela valente carraspana que me apanhou na curva, com alguma tosse e bastante congestionado da penca, pensava eu que o meu amigo Manel Patrulha me iria levar hoje para uma voltinha soft, só para eu mexer as pernas e limpar o filtro de partículas.
Só que o malandro, homem experiente na mecânica deve ter pensado logo: "ai queres limpar o filtro? Espera lá que eu já te vou por a fazer umas acelerações a fundo que isso até te sai pelo escape".
De manhã estava solinho mas quando cheguei à garagem verifiquei que a coisa não estava famosa e fazia-se sentir um certo ventinho que me levou a optar por levar um casaquito, não fosse transpirar, resfriar-me e a carraspana voltar a trás. Coisa bem pensada pois senti-me sempre confortável todo o caminho e só numa subida ou outra, tive necessidade de abrir o fecho um bocadinho.
Bem, quem ouvir falar numa subidinha ou outra até pode pensar que fizemos poucas... Só que não! Aviámos bem o pudal no sentido ascendente da coisa. Mas foi só mesmo para eu limpar o canal nasal, eh eh eh.
Até à zona do MARF levámos com o vento de frente só para dificultar a manobra dos artistas e depois para aquecer subimos até à zona de Lagos e Relvas, descemos até à EN2, atravessámos o Rio Seco e pumbas, vá molho por ali acima até à Bemposta.
Sob o signo da subida rodeámos o Monte do Trigo e passámos no sopé do Cerro do Monteiro, vá lá que não fomos até o topo. Pelo caminho uma valente lamaçal onde se verificou que era bem apreciado pela comunidade javali que por ali deve proliferar.
Da Murta até à Ermida da Fonte Santa foi-se rodando mas depois apanhámos a estrada de cimento, junto à capela e isso é que foi chiar por ali acima até ao Azinheiro. Nesse trajecto ainda nos cruzámos com a malta das bikes a pilhas, lá de São Brás e, claro, lá ia o mê amigue Pêxote por ali abaixo a curtir.
Já que estávamos ali na zona, até parecia mal não irmos aos moinhos do Azinheiro e, claro, mais uma subidinha, pois então. Fizemos depois um trilho alternativo, apreciámos as vistas lá de cima e com o dia limpo, quase que avistámos Marrocos lá ao fundo.
Como ainda tínhamos poucos quilómetros fomos descendo até quase a Estoi e fomos rolar pelas bandas de Pechão, antes de rumarmos a casa, já a pensar na almoçarada. Rolámos, mas rolámos sempre a dar forte nos cranques. O Manel conseguiu impor-me ali um ritmo que faxavôr!
Posto isto posso dizer-vos que foi uma bela voltinha, com uma boa altimetria e um ritmo simpático, que nunca pensei que me corresse tão bem, depois de ter passado a semana toda à bulha com o nariz e a tosse.
Obrigado ao amigo Manel pela companhia e por me ter mostrado mais uns trilhos que eu não conhecia. Ando sempre a aprender com esta malta, mesmo quando penso que já sei muito, ah ah ah.
Continuem a pudalari!
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