INV(F)ERNO DA FÓIA
A Fóia, é sempre a Fóia, com a sua beleza, as paisagens espectaculares, mas também com a sua dureza. E ir lá acima de bicicleta, seja por asfalto ou pelo mato é sempre sinal de empeno mas também de espectáculo garantido. Excepto se chegarmos lá acima e estiver um daqueles dias de Inverno, ainda que quase na Primavera.
Esta ida à Fóia foi assim uma espécie de regresso ao passado e a algumas semanas atrás. À medida que fomos progredindo serra acima, pelo mato, a coisa foi ficando mais negra, o tempo começou a fechar e já lá em cima, mal conseguíamos ver as eólicas, só lhes ouvíamos o barulho. Muito nevoeiro, vento frio e aquela cacimba molha parvos (os que não foram, claro) que só nos despertou o sentimento de sair dali o mais rapidamente possível.
Temos tido má pontaria com estas voltas por aquela zona, todas têm metido chuvinha e mau tempo. Esta era para ter acontecido quando os amigos da G-Ride organizaram o passeio de início de ano, que foi por sua vez adiado por causa da invernia. Eu e o meu cúmplice do costume, o amigue Pêxote, resolvemos que íamos fazer aquilo noutra altura, com melhor tempo e com a nossa calma. Mas nicles batatóides, apesar do solinho estava um ventinho chato e, lá em cima, como já referi, a coisa estava mesmo feia.
Convocámos mais dois amigalhaços que, por motivos alheios à vontade de todos, mas plausíveis, não puderam comparecer. Fomozagente os dois, a praguejar contra o vento, mas com pena de não levarmos estes amigos. Não era por nada em especial, era penas para poderem levar com a ventania também, ah ah ah. Agora a sério, é sempre mais divertido com mais companhia, ainda por cima quando é da boa.
Arrancámos de Portimão, junto à loja G-Ride e lá nos fomos fazer à aventura de mais uma subida à serra. Mesmo com algumas nuvens não deixa de ser um percurso muito interessante e variado, com estradões dos bons, alguns single tracks e umas subidinhas, obviamente, com um bom acumulado. A parte mais monótona é a que se faz pelo meio dos eucaliptos, prefiro outro tipo de paisagens, mas faz parte do processo.
Enquanto ao longe se ouvia o roncar dos motores das motos no Autódromo, nós gemíamos a cada pudalada com mais inclinação. Mas pronto, foi sempre subindo, mas sem grandes empinanços violentos, eram subidas progressivas. Mas depois da chegada à estrada da Fóia, isso é que foi descer serra abaixo, bem embalados por estradões fabulosos, até apanharmos a estrada para Monchique, por alguns metros apenas.
Esta voltinha tinha um prémio final e da zona do Rasmalho, até à quinta dos amigos Gil, já fomos por percurso criado por mim, para conseguir atingir o objectivo final: um belo almoço com uma carnucha grelhada no ponto. Ainda assim fizemos mais uns belos caminhos, muito rolantes. Ou achámos nós que já íamos com sentido na chicha? Para refrescar um pouco os ânimos ainda tivemos que atravessar uma ribeirita e estava feito mais uma valente manhã de BTT com o amigo Pêxote.
Um enorme obrigado aos amigos Gil, pai e filho, pelo almoço e, acima de tudo, pelo convívio e pela partilha de histórias, que a nós sempre nos deliciam.
Continuem a pudalari!
Strava > https://strava.app.link/qqixn58MA1b
Fotos > Sérgio Palma e Sérgio Peixoto






























