ATÉ O VENTO E SOL AJUDARAM, APERTA APERTA COM ELA!

Hoje lá consegui ir ali apertar com a Wilier neste baile de verão em pleno inverno. Estava a ver que este fim de semana não fazia o gosto à perninha e não ia estrear o meu impermeável novo.


Quando acordei, hoje um pouco mais tarde pois não tinha compromisso com ninguém, porque ninguém se mostrou interessado e ir comigo, pensei em ir comprar pão. Mas como até nem precisa de pão pensei: olha já estou levantado se calhar vou mas é ver se chove noutra zona, porque aqui onde moro o São Pedro deu uma trégua.



É certo que o vento estava a dar para o forte, mas isso até podia ser positivo se o apanhasse a favor, eh eh eh. Como vi o copo meio cheio, equipei-me e lá arranquei rumo à aventura. Se não fosse também nunca saberia se tinha valido a pena.



Fui andando ao sabor do vento, ou melhor, a pudalar contra ele sempre que se virava a Oeste, sem destino definido e a pensar que, caso o São Pedro se lembrasse de verter águas assim com mais intensidade, era voltar de regresso à base.



O terreno também não estava fácil, muito pesado, e lá fui serpenteando entre as possas de água. Às tantas ainda apareceu o sol e quando o vento soprava a favor, a bike ganhava vida nova. Para não ir directo contornar o aeroporto, fui pelo single track até ao Ramalhete. Mas à medida que me ia aproximando do litoral, a coisa ficava mais feia, com mais vento e com mais cara de temporal.


Quando cheguei à rotunda do caranguejo resolvi ir até à Praia de Faro beber um cafézinho, mesmo a ter que pudalar contra a bezaranha que se fazia sentir. Ainda encontrei o amigo Tendeiro que não quis vir comigo com medo da chuva, lixou-se, teve de pagar o cafézinho!  Obrigado Jórinho.


Aquilo na praia estava tão feio que bebi o café e zarpei logo, com receio que viesse molho. Com o vento a favor cheguei de novo até rotunda num ápice. Depois a coisa piou mais fino no estradão do Ludo, onde atalhei pelo monte do sal até às Gambelas.


Como ainda era cedo e até havia sol pensei em fazer mais uns quilómetros e em vez de vir logo para casa fuir pelo pinhal até São João da Venda. Estava a pensar alargar a volta mais um bocado, mas a coisa estava negra para o lado do Estádio Algarve e Santa Bárbara de Nexe.


Já não me podia queixar muito, era melhor não abusar da sorte e resolvi vir directo ao Patacão. Entretanto começaram a cair umas pingas mais grossas mas que depressa pararam. Ainda não foi desta que estreei o belo do impermeável... 


Do Mar e Guerra até casa tive de levar com o vento outra vez contra, pois ao contrário do que eu pensava, o gajo virou. É quase sempre assim, para ajudar o pai que é pobre. Mas estava feita mais uma voltinha aqui ó pé de casa e a malta não quer saber de ajudas.


Dei um banhinho na bike, para tirar a lama de hoje e do fim semana passado e fui ver de um duchinho quentinho e do almoço. Não estava frio e até acho que levei roupa a mais, mas vinha farto de ouvir o vento a zumbir nazórelhas!


Ainda bem que não fiquei em casa e fui calcar nos cranques, com mais uma bela voltinha para a história. Pode parecer que não por causa do terreno e do vento, mas soube-me muito bem!

Continuem a pudalari!

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