VOLTA ZEN DA VELHA GUARDA
Ó páááá, não estava fácil este ano, iniciar os pudalanços. O ano iniciou com chuva por todólado e ainda só tinha dado para fazer o gosto à perninha, nos rolos, ali para as bandas da garagem.
Ontem fiz a chamada via WhatsApp a ver quem alinhava hoje num pudalanço mas, dos que acabaram por ir, nenhum se acusou. Não estive cá com cerimónias e vá de estudar aqui um percurso para ir fazer na melhor companhia do mundo, euzinho da Silva.
Acordei sem pressas, ia sozinho, preparei-me, aviei um batido de proteína e vá de ir por o corpinho ao sabor do frio que fazia lá fora. Parece que estava uma temperatura a rondar os oito graus, mas estava um solinho convidativo à prática da modalidade.
Já ia todo desmandado em direcção a Pechão e Moncarapacho quando encontro o amigo Mário Carvalho parado, à espera do Delgado e do Humberto. Já não via o professor há uns bons tempos, parei para o cumprimentar e adesivei-me para ir com eles. Um dos amigos estava atrasado por motivos tecnico-intestinais e quando apareceu trouxe com ele mais outro companheiro. Nada mais, nada menos que o mestre Cesário.
Assim como quem não quer a coisa estava ali um grupo de malta da velha guarda, dos meus primeiros tempos de BTT, de há uns aninhos (poucos...) atrás. Se tivéssemos tentado combinar se calhar não tinha sido tão fácil juntar esta malta. Sem querer formou-se este quarteto que já há muito que não partilhávamos uns trilhos juntos.
O mestre como foi apanhado no caminho não trazia nada programado. Eu como me juntei a eles, abortei a volta que tinha programado, mas o amigo Humberto tinha para ali umas ideias. Bora lá tratar de fazer a voltinha dele, pois então. A ideia era mesmo pudalar e mexer o corpo, não importava por onde.
Fizemos um pouco de asfalto em direcção à Galvana e Conceição, até ao Coiro da Burra, para rolar e ir aquecendo, antes de subir o estradão até ao Alface. A ideia ir até à zona da Goldra e tendo o mestre Cesário no grupo, foi dando uma ajuda nos trilhos... e na altimetria, pois as sugestões levam sempre a uns terrenos mais ascendentes. Fomos fazendo nas calmas, afinal este é um grupo zen e a malta gosta de ir mais devagar para ir apreciando a paisagem, senão se formos na bisga não se vê nada.
Lá chegámos ao alto da Goldra e depois foi sempre a descer até à Alfarrobeira, onde atravessámos a estrada de Loulé, para embalarmos até à zona do Mar Shopping. Como ainda era cedo resolvemos ir meter a sopa no Ludo, ou melhor dizendo, cavar areia pelos trilhos no meio dos pinheiros. Mas até estava pacífico por aquelas bandas, com algumas (grandes) poças de água fizemos mais uns quilómetros por ali, até à Quinta do Eucalipto.
Foi assim a (minha) primeira voltinha outdoor deste ano de 2026. Foi muito agradável pudalar com estes amigos e relembrar outras histórias de outros momentos que passámos a trilhar caminhos por aí. Gosto sempre de ter a companhia de todos e ir variando os grupos, pois é sempre malta porreira e nem sempre conseguimos desfrutar da comoanhia uns dos outros. Obrigado por esta manhã de pudalanço e pela companhia, my friends!
Continuem a pudalari!
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