BTT SANTO ESTÊVÃO 2025
Andei aqui vai, não vai, por causa deste passeio. Não estava com grande motivação para ir. A semana anterior foi agreste, com a bela da indisposição e só tinha rolado um pouco de estrada no domingo. A malta foi insistindo para me inscrever, a ver se ganhávamos mais um presunto e, à última hora, lá me inscrevi. Pena não ter sido suficiente para trazermos a bela da iguaria para casa, mas não podemos ganhar sempre há coisas mais importantes.
Devo ter ido a este passeio logo no início da organização do mesmo e lembro-me de que apanhei um belo empeno. Desta vez, às tantas, não seria excepção. Com tão pouco andamento, um calor esbraseante a lembrar Agosto e uns trilhos levados da breca, era quase garantido. Por isso inscrevi-me só nos 35Km e já vais bem!
Mas a ideia até era depois regressar a casa a pudalar, eh eh eh. Como não marquei almoço lá pensei que seria boa ideia regressar de bicicleta, nas calmas, sempre se faziam mais uns quilómetros e não deveria ser muito diferente de uma ou outra volta mais larguita. Para lá fui de boleia com os amigos da equipa Chaveca & Janeira / Ampere Ride.
Apesar destes eventos terem o nome de "passeio" gera-se sempre alguma ansiedade e expectativa sobre o próprio desempenho. Por muito que se queira e diga que vamos só na desportiva, acabamos sempre a querer fazer boa figura, o que também mexe com o estado de espírito da malta, mesmo que muitos digam que não.
Depois de rever caras conhecidas e muitos amigalhaços que já conheço de outras andanças, lá fomos para a linha de partida, desejosos que começasse o pudalanço para ver no que iria dar. Nos primeiros quilómetros as pernas acusaram a inércia da semana anterior mas ao longo dos quilómetros foram entrando no ritmo.
Começaram as pernas a entrar no ritmo, o calor a queimar a pele e até por cima dos calções. Apesar do percurso ter algumas zonas por entre o arvoredo, onde estava mais fresco, quando se ficava mais a descoberto a coisa estava picante.
Achei o percurso interessante, com umas partes mais técnicas e duas subidas mais complicaditas, mas que se foi fazendo com paciência e calma. Entrámos numa zona técnica que já conhecia, onde tenho passado a caminho do Pego do Inferno, antes de se aviar a subida até à zona de abastecimento, já a suspirar por uma águinha fresca para despejar cabeça abaixo.
Após a paragem e repostas as hidratações e a nutrição para os restantes 15Km fomos ver dos trilhos junto à Via do Infante, também eles um pouco técnicos, pelo meio de pedras e pedrinhas. Estes também já conhecia de outras passagens na zona.
Com o calor a apertar e umas cãibras a quererem despontar lá me fui aproximando do final, já com a pilha a dar para o fraco. Correu-me bem o passeio, consegui em determinadas zonas pudalar a um ritmo interessante, acho eu e, mais importante, não furei nem caí.
Acabei por não regressar de Santo Estêvão já que o amigo Pedro Tex tinha-se inscrito com almoço e não participou por ter adoecido, não se ia desperdiçar o que já estava pago e fiquei com a malta para o convívio final. Não tinha levado nada a contar com o banho, fui ao WC e tirei a maior. Não tinha toalha, mas com o calor que estava sequei depressa, eh eh eh.
O almoço é sempre uma oportunidade para rever amigos, conviver, galhofar e claro, comer e beber (não vou falar disso, ah ah ah). Como tinha ido de boleia com o amigo Vladimiro e para ele não vir trazer-me de propósito a Faro, fomos de carro até casa dele e, depois de uns mergulhos na piscina (com uma cobrinha que por lá apareceu para o chamado banho da cobra), umas jolas fresquinhas e dois dedos de conversa, vim a pudalar 8km até casa. Só para desmoer!
Não houve presunto, mas houve um belo percurso, muita história e aventura, que é disso que estes convívios são (e devem ser) feitos. Sempre deu para a tareia!
Continuem a pudalari!
Strava > https://strava.app.link/gsjjJeXZGWb
Fotos: Sérgio Palma, Sandra Conceição e Organização.



















