FARO - VILA REAL SANTO ANTÓNIO
Ainda não foi este ano que me estreei na maratona de Faro. Ainda me inscrevi mas resolvi não consolidar a inscrição. Resolvi antes ir fazer mais uma das nossas clássicas, que já não fazia desde Dezembro de 2024. No ano passado fiz de lá para cá, este ano optámos por fazer no sentido inverso, de Faro para Vila Real de Santo António.
Optámos, eu e o meu amigo destas andanças, o Peixoto. Tentámos adicionar alguns amigos mas, ou estavam inscritos na maratona de domingo ou tinham outros compromissos. Como sempre o objectivo é regressar de comboio. Na ida, para não fazermos directo, fomos antes trilhar umas veredas ali pelas bandas de Moncarapacho e entrámos na ciclovia apenas na Fuzeta.
Pelo caminho ficámos a saber que mais uma magnifíca vereda, ali às portas de Monacrapacho, já tem uma bela de uma vedação e tem de se optar agora por um trilho alternativo. Mais uma... Qualquer dia resta-nos ir para a serra e, mesmo assim, também já há muito terreno vedado.
Regressando ao nosso passeio (sim passeio, porque é assim que gostamos de pudalar) apanhámos então a ecovia na Fuzeta e fomos pudalando e apreciando a paisagem desfrutando da nossa conversa, do sol e da tempertaura fresquinha. Nas Pedras d'El Rei fomos visitar a milenar oliveira com mais de 2000 anos de existência.
Fizemos umas fotos para a posteridade e regressámos ao trilho para, a partir de Santa Luzia, irmos desfrutar das salinas de Tavira e toda a calmaria onde se podem observar várias aves incluindo os belos flamingos que por ali habitam. Na zona do mercado de Tavira algum trânsito, por ser Sábado de manhã, mas logo depois regressámos aos caminhos que tanto gostamos, até Cabanas e depois até Cacela Velha.
Nestas deslocações é impossível não nos lembrarmos do nosso malogrado amigo Osvaldinho, que tanto apreciava estes caminhos e paisagens. Tantas vezes fizemos isto juntos! Fomos fazer-lhe uma visita no cemitério de Cacela Velha e pedir-lhe que continue a olhar por nós e dizer-lhe que temos muitas saudades dele.
Depois das habituais fotos junto à igreja, onde é sempre um parzer apreciar a fabulástica vista sobre a Ria Formosa, fizemos o single track até à Manta Rota, onde parámos para aviar uma pizza, pois já iam sendo horas de meter qualquer coisa no bucho.
Faltava o restante até Vila Real e da Manta Rota até Altura fomos sempre pelos passadiços apreciando as vistas das dunas e do mar. Da Praia do Cabeço até Monte Gordo fomos pela mata e fizemos toda a praia de Monte Gordo pelos passadiços, até entrar na Mata Nacional das Dunas Litorais que atravessámos até atingir a margem do Guadiana, mesmo ali onde ele se casa com o Atlântico.
Já tínhamos perdido o comboio das 14:30h e engonhámos um pouco indo pela estrada da Ponta da Areia até ao Farolim e voltámos atrás para abancármos na Praça Marquês de Pombal para umas Bohemias e uns tremocitos, antes de ir até à estação ver do próximo comboio.
Estava feita mais uma das nossas clássicas. Chegámos à estação e descobrimos que havia um atraso no comboio. Havia que ter paciência e esperar. É nessa altura que nos aborda um outro ciclista e ficámos a conhecer o Pedro Teixeira que é de Estarreja e estava há vários dias e pudalar desde Vila Velha de Rodão, até Lagos. Tinha vindo neste dia desde Alcoutim e resolveu apanhar o comboio para Faro, antes de seguir até do destino final com a sua Cannondale. Disse-nos que todos os anos faz uma semana a pudalar pelo seu aniversário. É que o rapaz completa agora mais uma primavera e este ano celebra o magical number (69). Lá o encaminhámos até à Pousada da Juventude de Faro, onde ficou a descansar, antes da última etapa, até Lagos.
Chegou assim ao fim mais um dia de pudalanço em excelente companhia pelos trilhos litorais do Sotavento algarvio.
Continuem a pudalari!
Strava > https://strava.app.link/xFPqp8Jb2Wb
































