O TELHEIRO DO TENDEIRO

A previsão para este domingo era de muito calor e temperaturas altas para a zona onde se planeou esta volta, que ficará para a história dos meus/nossos pudalanços.
Mas como ia ser memorável, o São Pedro não quis deixar de colaborar e resolveu deixar o dia mais fresco, para nós não torrarmos ao sol. Amanheceu nublado, estava fresquinho e até esteve com cara de chuva, mas a coisa aguentou-se.








A pretexto de um almoço de grão e da inauguração de um telheiro que o amigo Jorge fez lá na sua terrinha, Vargens, onde anda a recuperar umas casas de família, organizou-se um passeio com mais alguns amigos. A malta queria era pudalar, o almoço foi só a desculpa... Tá bem abelha, ah ah ah!







O percurso foi pensado por mim e pelo anfitrião, desenhado à distância e por telefone, portanto só podia ser um trajecto supimpa e interessante. Por causa do previsto calor, quase em cima da hora, encurtámos um pouco a distância, mas afinal o dia até estava à maneira para a prática da modalidade pelos estradões entre o Alentejo e o Algarve, em redor da Ribeira do Vascão.







Saímos de Vargens em direção à aldeia de Diogo Martins, tomando logo o estradão pelo meio dos terrenos carregados de coelho bravo em monte e muitas perdizes e perdigotos. Para a próxima temos de levar a fisga, sempre deve dar para uma caçada jeitosa, eh eh eh.







Antes de Diogo Martins rumámos até Lotão (que já fica no Algarve) aldeia logo a seguir à primeira passagem do Vascão, com direito a molhar o pezinho na travessia. Havia uma ponte, mas a malta quer é aventuras! Claro que depois tivemos de aviar logo uma subidinha para aquecer e lá do alto já se avistava ao fundo a aldeia de Giões, onde chegámos por mais um fantástico estradão. A ideia era parar para um café, mas estava tudo encerrado.







Seguimos por asfalto em direção a Farelos e Clarines, mas virámos antes dessas povoações em direção a Água Santa, por mais um fantástico estradão, onde atravessámos de novo o Vascão, do Algarve para o Alentejo. Parámos para uma visita, pelo meio do matagal, para ver o que resta destas antigas termas muito procuradas em tempos idos pelas suas águas sulfúreas que se notabilizaram pela cura de algumas doenças de pele. Estas piscinas naturais estão agora completamente ao abandono, o que é sempre triste de ver.







Sair da Ribeira do Vascão, já se sabe, implica ter de subir e logo a partir de Água Santa tivemos de aviar uma valente papo-seco para abrir o apetite para o almoço (como se fosse preciso...). Foram 3km de subida em que o Manel Cegasa meteu tanta potência na bike que até a roda de trás começou a querer saltar, ah ah ah. Ele queria era encurtar caminho e ir logo beber umas fresquinhas, essa é que é essa!







Lá chegámos a Besteiros onde fizemos uma foto do grupo destes sete magníficos e fomos dividir os trilhos com os coelhos e as perdizes até Moinhos de Vento. Como ainda era cedo alargámos mais um bocado até Boisões e depois Monte dos Carros. Seguiu-se mais uma aventura dos cinco, depois de dois dos sete atalharem logo rumo ao almoço, para mais uns trilhos fantásticos até à aldeia de Manuel Galo. Em Diogo Martins buemos uma cola fresquinha e metemos pelo caminho inicial em sentido inverso até Vargens.







Chegámos à aldeia, arrumámos as bikes e depois de um belo banhinho de rabinho (e não só, ah ah ah) ao léu tivemos de nos fazer fortes para o que vinha a seguir. Aí é que foram elas! Ah pois!
O Jorge Tendeiro não deu barraca (apesar do nome) e juntamente com os primos José Carlos e Fernanda (a cozinheira de serviço) serviram-nos um almoço de grão que nem vos conto. Foi encher até quase entornar, eh eh eh. Tivemos de ir rebatendo com uns golinhos de tinto  de algumas produções da zona de Mértola.








A coisa foi de tal maneira que até tivemos de chamar uma Bombeira (ou duas, de 75cl), mas também (não) houve Discórdia. Syrah que a malta aguentou a Balanches (avalanche)? Claro que sim, é tudo malta moderada. O amigo José Carlos é tão bom a escolher vinho como a fazer salada de frutas e a sobremesa não se ficou atrás do grão. A Filipa fez também um fantástico doce para a malta repor açúcares e ainda apareceu o amigo Lopes que nos serviu uma aguardente de figo, umas amêndoas torradas e uns figos secos para fechar em beleza.








Seguiu-se uma visita guiada à horta do Jorge, das mais modernizadas da zona com alta tecnologia ao nível da rega e espanta pardais, onde homem se entretém agora entre os pudalanços com os amigos. De regresso à aldeia ainda houve tempo paras umas cantorias alentejanas onde o José Carlos mostrou também os seus dotes musicais.







Foi assim um domingo que vai ficar para a história, como disse no início, com pessoal simpático e que nos recebeu muito bem, não fosse estarmos no Alentejo. Um dia fenomenal com amigos de longa data e com quem já partilho os trilhos há alguns anos. Começam a ser muitos anos já, mas é bom sinal. A par disso arranjámos mais uns quantos amigos também.







Continuem a pudalari!

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