PATRULHA E PATA COXA
Este domingo fiz dupla com o amigo Manuel Barradas, a quem chamamos carinhosamente de Patrulha, eh eh eh. O homem lançou o desafio e mais ninguém se quis juntar a estes dois amigos e lá fomos nós patrulhar uns caminhos por aí.
Como de manhã cedo está um frio de rachar, por sugestão do meu parceiro fomos um pouco mais tarde e talvez por isso a malta não tenha alinhado connosco, digo eu!
Ele lá idealizou a volta que havíamos de fazer, deu-me assim um lamiré da coisa e eu alinhei! Não me pareceu mal na senhori! Seria algo com mais quilómetros que o habitual, mas sem grandes altimetrias e estava previsto umas três horitas e meia de pudalanço.
Mesmo saindo às 9:30h só se ia estando bem ao solinho, pois nas zonas de sombra e mesmo a descer a coisa estava a dar para o gelado. Este ano está agreste com frio e chuva. Por falar em chuva os caminhos continuam cheios de água e alguma lama e evitámos algumas zonas por causa disso.
Começámos cheios de genica, com um ritmo um pouco mais intenso, pelo menos para mim, mas também era preciso aquecer o corpo a ver se se combatia o briol da manhã. Assim chegámos até à zona de Brancanes e Ponte Velha de Quelfes. Até Quelfes nada de novo em termos de trilhos, todos já conhecidos, mas depois até Moncarapacho o amigo Patrulha sacou do cardápio e fizemos uns caminhos nunca dantes pudalados, por mim, claro.
Isto também é bom que se vão fazendo uns trilhos novos para não enjoar e o meu parceiro também conhece uns bem interessantes. Mesmo alguns em asfalto que fizemos para os lados da Maragota, Belmonte e Amaro Gonçalves, foram novidade para este pudaleiro de meia tijela. Mais uns quilómetros e chegámos a Tavira, que era o ponto de viragem de regresso a Faro.
Apanhámos a Ecovia e seria por aí o regresso, mais rolante e até tínhamos o vento de feição. Ainda andámos à procura de um trilho alternativo na zona da Torre de Aires mas chegámos á conclusão que não havia saída, ou se calhar já houve mas está tudo vedado.
Até à Fuzeta às salinas antes da Fuzeta vinha a sentir-me bem e a rolar com um bom andamento, mas a partir dali o caldo entornou-se. Não sei se por termos começado com um ritmo mais elevado, se não estava nos meus dias ou se por outra coisa qualquer, a verdade é que comecei a ter umas cãibras. Ultimamente continuo a rolar e vão desaparecendo, mas desta vez instalou-se uma fadiga nas pernas qie durou até casa. E de Olhão para Faro foi mesmo com algum sacrifício que me arrastei para fazer os últimos 10km.
Enfim, há dias assim, mas há muito tempo que não me sentia tão roto, mesmo em voltas com mais altimetria. Embora a parte final tenha sido mais complicada, foi uma volta espectacular e em boa companhia. Um obrigado ao Manel pela paciência nos últimos quilómetros e pela sua grande companhia. Ah, já agora também pelos trilhos que me apresentou.
Continuem a pudalari!
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