FOMOS À FONTE FÉRREA

Mais um fim de semana, mais um domingo, mais um dia de pudalanço. Era dia da chegada ao Malhão, na Volta ao Algarve, mas nós fomos até São Brás de Alportel ver como paravam as modas para aquelas bandas.


Tinha aqui uma voltinha guardada, para repetir, daquelas do mestre Cesário. Tinha sido a minha primeira volta com a Trek de roda 29, em 2021. Já há algum tempo que andava para ir fazer esse percurso e calhou desta vez.


Neste domingo só compareceu à chamada o amigo Espinha e foi com ele que fui aviar umas subidinhas até à serra. O dia estava com um solinho espectacular, mesmo a pedir umas voltas pelos trilhos onde, aqui e ali, ainda se vai apanhando alguma água e laminha.


Arrancámos em direcção a Estoi, passámos pelo palácio, subimos à Bemposta e descemos até ao Rio Seco, ou ribeira dos Machados se preferirem. Até ao Monte do Trigo ainda apanhámos alguns lamaçais, mas nada de complicado. Contornámos/subimos o cerro e regressámos ao asfalto até à Barracha.


Depois foi quase tudo por asfalto (e a subir, claro) até à zona da Mesquita e às Mealhas. Fizemos um bom bocado de alcatrão, mas também conseguimos fazer uns veredos e umas estradas de terra batida muito giras. Ates do Bico Alto virámos à esquerda, passámos pela Tareja até Almargens.


Já quase no Alportel veio uma bela de uma bomboca, com a subida das cabras que é dura de roer comós cornos! Chiça que aquilo é que é penar até ao cimo do monte. Vale depois pela vista, para norte e para sul. Chegados lá acima, com os bofes à boca, descansámos e hidratámos.

Verificámos depois que o caminho que era suposto fazer, barreira abaixo, até à Fonte Férrea estava fechado com uma corrente. Não quisemos arriscar e escolhemos outra alternativa que se revelou demasiado radical para os meus gostos, com muita pedra solta e lá tiver de vir a penantes por ali abaixo, não fosse o diabo tecê-las!


Já cá em baixo visitámos a Fonte Férrea que, claro está, tem ainda muita aguinha por ali e toca a subir até à EN2. Descemos depois, para variar, por mais uns veredos onde apanhámos um que mais parece ainda um ribeirito, cheio de água e lama, até à zona do Cerro de Alportel. Depois deste troço o amigo Espinha furou a roda traseira mas taqueámos aquilo, aplicámos uma garrafita de CO2 e toca a seguir até ao Farrobo.

Descemos então até São Brás de Alportel, metemos pela Calçada e fizemos mais um trilho em terra batida pela zona do heliporto, até à EN2, perto dos Machados. Como não nos estava a apetecer vir pela nacional, ainda era cedo e como achámos que ainda tínhamos subido pouco metemos a faquinha nos dentes e toca a fazer a subida dos Funchais, eh eh eh. Foi assim a modos que a segunda bomboca do dia.

Para desenjoar da subida metemos pelo single track que vem sair a meio da subida para a pedreira e descemos até à EN2 outra vez, que atravessámos para meter pelo trilho inicial, em sentido contrário até à Bemposta. Até ao Palácio de Estoi foi sempre a descer e, para não fazer o mesmo caminho de regresso, no Coiro da Burra subimos junto à A22 e passámos para a zona do Guilhim, traseiras do MARF e Bela Salema.

A água dos bidons já vinha a escassear e estávamos um pouco ressequidos. Seguiu-se paragem técnica em Bela Salema onde nos deliciámos com umas minis fresquinhas e um bem temperado pratinho de tremoços que nos soube pela vida e nos deu alento para o resto do caminho até casa.

Estava feita mais uma voltinha em boa companhia. É certo que com algum asfalto, um acumulado jeitoso, mas também com uns belos veredos. O mais importante são os bons momentos e ter pudalado!

Strava > https://strava.app.link/XmcVAFDf00b

Mensagens populares