FININHA NA SERRA
Desta vez a coisa pendeu para a fininha, que já estava a ressacar uma saída e apanhar um solinho, depois de uns meses encerrada e ligada aos rolos.
Como estávamos um pouco limitados de tempo, eu e o amigue Pêxote, resolvemos ir arejar as bikes de estrada antes dos compromissos gastronómicos que ambos tínhamos. Fui ter com ele à serra, e saímos ambos de São Brás de Alportel. Aquilo lá por cima é sempre mais tranquilo no que respeita a trânsito e há pela serra muitas estradas secundárias bem boas de pudalari.
Quando estava a carregar a Balbina ainda caíram uns salpicos de umas nuvens que andavam por aqui mais baixinhas, mas quando cheguei lá acima já o sol estava a querer espreitar por trás das nuvens e ao fim de poucos quilómetros já havia roupa mais.
Fomos rolando e pondo a conversa em dia até Querença e depois de passar a Tôr, até à Ribeira do Algibre. A ideia era ir a Alte mas para lá chegar havia que papar a subidinha até ao Alto Fica, que acaba por não ficar por ali e até Benafim ainda tem mais um acumulado para ajudar à festa.
Até Alte lá se fazem umas belas descidas para aliviar as pernocas e claro, paragem obrigatória no Germano para o tal cafezinho e uma guloseima, a ver se metíamos algum açúcar para queimar no regresso.
Se para lá descemos, para voltar para trás lá teve de ser a meter altimetria no assunto. Não há bela sem senão! Mas despois desforrámo-nos até Salir, onde deu para rolar e fazer mais umas descidas valentes, pese embora o desnecessário vento de frente que se fazia sentir.
O que estava programado era ir até ao Barranco do Velho e depois fazer a EN2 até São Brás, mas como já estava apertado de tempo, atalhámos de novo até Querença. Pelo caminho passámos pela Casa Branca, mas não encontrámos lá o trumpalhadas, parece que tinha ido para o estreito jogar à batalha naval.
Seguimos viagem e transpusemos o Pirinéu. Atravessámos Querença e vá de nos armarmos em graveleiros. Para encurtar caminho fizemos o trilho de cimento até à Fonte Filipe. Depois, bem depois, já com o solinho a apertar e o Garmin a marcar 29ºC (seria mesmo?) foi dar corda às perninhas Amendoeira acima até virarmos de novo para o lado de São Romão, EN2 e regresso às origens.
Apesar de não ser a minha praia e, volta não volta, estar à rasca da lombar, é sempre agradável rolar por estas estradas, pela serra, respirar ar puro e aproveitar o solinho, que ainda se consegue suportar. O BTT é bom, trilhos alternativos, mas a estrada também nos permite ter uma visão que de carro não nos permite ter, quando passamos nestes locais.
Para a próxima temos de fazer uma tirada com mais vagar e explorar outros recantos da Serra do Caldeirão, para mais um empeno de fininha.
Continuem a pudalari!
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