8ª ROTA DO VASCÃO - AMEIXIAL
Por motivos imprevistos, calhou assim. Não estava inscrito neste evento, mas na ausência do meu amigo Pêxote, fui no lugar dele. Assim fiz o percurso dos 50Km com um dorsal de E-Bike... mas sem E-Bike.
Nunca tinha ido ao Ameixial, à Rota do Vascão, foi a primeira vez. Na Serra do Caldeirão está, logo à partida, prevista dureza e um belo empeno. Também estava prevista uma caloraça das boas, mas valeu-nos o São Bento que ajudou a amainar um pouco a coisa.
Arranquei nas calmas, sem pressas, o empeno estava garantido e o objectivo maior era chegar ao fim, sem quedas e sem furos. Nos primeiros quilómetros tivemos logo direito a um papo-seco para ir degustando, no meu caso, devagar, já se sabe. Mas lá se fez!
Ia assim um bocado expectante até ao primeiro abastecimento, aos 11Km e ainda pensei virar para o percurso dos 30Km. Parei, bebi aguinha e com mais dois companheiros de circunstância, resolvi continuar em frente. Um homem é um homem e um bicho, é um bicho, já diz o ditado. E só ia saber como seria o empeno nos 50km se os fizesse, ah ah ah.
Mais umas subiditas, uma bastante longa, com uns falsos planos pelo meio, deu-me que fazer. Mas a ideia era ir gerindo o esforço para deixar um restinho para a parte final. Com vagar e paciência lá cheguei ao segundo abastecimento. Repus os líquidos e toca a seguir marcha rumo aos singles ao longo da Ribeira do Vascão. Numa primeira parte não curti muito os trilhos, muito irregulares e mesmo com suspensão total a bicicleta saltitava que se fartava.
Já os trilhos seguintes, até à união dos percursos e os restantes foram fenomenais, a fazerem-me lembrar os do BTT Tábua. O Vascão ali ao lado, ainda com muita água, despertava a vontade de dar um mergulhito para refrescar as ideias mas apenas em algumas passagens deu para molhar as pernocas. E soube mesmo bem!
Com uma parte final bastante técnica, cheguei ao último abastecimento a sentir-me muito bem, embora com uns sinais de cãibras mas que não se concretizaram. Fazia-se sentir mais calor e com uma carnucha assada e uma barraca de imperial, não havia como não parar, não é? O último abastecimento estava ao rubro, onde não faltava nada e era quase já meio almoço, eh eh eh.
Asneira, não devia ter parado ou então tinha bebido algo fresco e seguido. Com a última subida ainda pela frente, penei um bocado pois as belas das cãibras instalaram-se e deram conta de mim até ao final. Quando vi a Fonte da Seiceira chegou aquele alívio. Estava feito!
Depois seguiu-se um banhito de água fria (nos balneários, a piscina estava vazia ainda), o primeiro do ano, eh eh eh, antes de ir ver do almoço e aproveitar o momento para confraternizar e rever alguns amigos, com quem já não me cruzava há algum tempo.
Foi uma evento espectacular com bons abastecimentos, muitos brindes e, logo de manhã à chegada, com uma magnífica recepção com várias iguarias, entre elas o já célebre café de chocolateira. Na generalidade gostei deste percurso serrano, onde deu para curtir os belos singles e as paisagens do Vascão.
É certo que a altimetria por aquelas bandas vai alterando com muita frequência mas ainda assim há tempo para contemplar as magníficas paisagens, quer seja mais no topo dos cerros, que seja cá mais em baixo, junto ao Vascão, que se atravessa por várias vezes para ir refrescando as ideias.
Um enorme obrigado ao meu amigo Pêxote, por se ter lembrado de mim para ir no seu lugar e um forte abraço numa hora difícil.
Continuem a pudalari!
Strava > https://strava.app.link/NaRt0DFst2b
Fotos: Sérgio Palma; Sandra Conceição; Vitor Bigodinho e João Pereira (BTT-TV)


































