DE ESTRADA COM O ZABEL

Não é todos os dias que se tem oportunidade de pudalar com essa lêndea viva do ciclismo, o Zabel.
Oh pá, já estavam a pensar que é o Erik? Não pá, é o Constantino Zabel, cá de Faro, com o seu estilo inconfundível na arte do pudalanço e cabelo comprido.
Somos vizinhos e já se tinha abordado o tema de uma voltinha de estrada juntos um dia destes. Hoje calhou, depois de uma convresa ontem à tarde sobre o assunto.
Combinámos logo cedo, pela fresquinha pois eu também não me dava jeito chegar muito tarde para o almoço e assim às sete da matina já estávamos no ponto de encontro. Ele costuma fazer as voltinhas dele, mais a solo e, com mais experiência que eu na estrada, mas eu apareci com um track que à partida me seria favorável, não fosse a coisa dar empeno, eh eh eh.
O amigo Constantino acedeu e fomos primeiro embutir um cafézinho e um pastel de nata ao Montenegro para aquecer e lá nos metemos ao caminho em direcção à zona de Bela Curral, Montarroio, Brancanes e Quelfes.
Era cedo mas o sol já brilhava lá no alto, felizmente com umas nuvens pela frente, que estavam a ajudar a que a coisa não se tornasse tão quente, pois as temperaturas prometiam ser elevadas hoje, também.
Fomos rolando, no nosso ritmo até Moncarapacho. Tinha o track mas apenas para ter uma ideia de quilómetros pelo que não era taxativo fazer o mesmo na integra e como o meu companheiro de jornada tinha mostrado vontade de ir até Santa Luzia em Moncarapacho passei-lhe as rédeas e tomou ele conta volta.
Pudalámos até ao Pereiro e virámos em direcção à Foupana e Estiramantens, com passagem pelo Butoque (apeteceu-me logo foi um bitoque...) e Meia Arraia (também podia ser uma dose, que marchava). Chegámos à Luz de Tavira e fomos pela EN125 até Pedras d'el Rei e finalmente a capital do polvo, Santa Luzia.
Com a brasa que já se fazia sentir, apetecia era apanhar o comboio e dar uns mergulhos na praia do Barril mas ficámos por ali. Mais um café e um pastel de nata para dar energia no regresso a Faro.
Regresso esse que foi pela EN125, onde não me sinto muito tranquilo a pudalar, mas até foi pacífico, tirando o bafo que já se fazia sentir e que emanava do asfalto.
A pedalar sempre se ia sentindo uma brisa, ainda que quente e a ordem era não parar até casa, já com a água dos bidons a escassear e ter mais ar de um cházinho tépido.
Fizemos então hidratação à base de sumo de cevada no café aqui da rua e fomos ver de um duche de água fria.

Uma voltinha bem pudalada, com uma previsão inicial de uns 47km mas que resultou numa de 76km. Nada mau numa manhã muito quente de Agosto e para quem não anda muito de estrada, como eu.

Continuem a pudalari!

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