SOFT DAS AVES DE RAPINA
Ainda com as pernas moídas (as minhas pelo menos) da escalfadela de sábado em Pechão juntou-se o grupo suspeito do costume para mais uma reunião de condomínio, à porta aberta.
Para mim, a ideia era pôr as pernas a mexer a ver se queimava o ácido lático que acumulei. Portanto pretendia-se uma volta soft e fofinha, para não castigar mais.
Aos quatro que tinham ido às veredas juntaram-se mais uns quantos amigos para uma voltinha vespertina. Com os dias a ficar mais frescos, sem a calmurrina de há umas semanas atrás, fica mais apetecível o pudalanço. Estão mais frescos, mas também já estão mais curtos e a noite cai mais cedo.
Começámos por entar pelo Ludo, pelo estradão das Gambelas e fomos até à zona do Estádio Algarve fazer umas veredas, para depois rumarmos para norte da A22 até Santa Bárbara de Nexe.
Pelo caminho fomos comentando as peripécias da aventura do fim de semana e já se ia pensando na prova do presunto que ganhámos, mas o que mais apareceram foram só papossecos. Qual soft, qual quê... Quando dei por mim já estava a aviar uma magana de uma subida daquelas de encostar o queixo ao avanço... Filhos da mãe! Culpa do Serjão que não foi à prova no Sábado e estava folgado.
Alguns elementos atalharam por outras vias e a maioria do grupo foi bater mais umas veredas em redor de Santa Bárbara. Já para as bandas do Medronhal, como ainda era cedo resolvemos fazer mais uns quilómetros, só para ver se as pernas iam mesmo ao sítio... Tá bem abelha!
Fez-se uma caminho onde não passava há muito tempo até quase Estoi, com passagem pela estrada junto ao dancing (não, não era o Voz de Cristal nem o Calor da Noite e também não parámos lá) e depois Vale da Rosa, pelo meio da horta e do laranjal. É aqui que se dá o caso da noite, quando uma ave de rapina resolve atacar o chefe Coelho... Talvez por isso, por ser um coelho, ah ah ah! Ficámos sem saber que tipo de passaralho era aquele, mas que enfiou uma bela beijoca no chefe, enfiou!
Viemos depois pela Chaveca, mais duas veredas e depois seguimos por asfalto até casa. Eu e o meu vizinho Patrulha ainda fomos beber uma pretinha fresquinha, só para bochechar e tirar o pó da garganta.
Cumpriu-se assim mais uma suposta softzinha de segunda-feira, com mais uns fantásticos trilhos e não menos fantásticos amigos.
Continuem a pudalari!
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