SAGA VENTOSA

Às quartas ao final do dia há sempre pudalanço, como é habitual. À hora do costume lá se encontra a malta da confraria das sagas para mais uns giros pelo trilhos das redondezas. Por causa da comezaina (como diz o meu amigo Vasco Vaz Velho) nunca são percursos de grandes distâncias nem com muito tempo, para não nos atrasarmos para a janta.
Desta vez o ânimo da malta seria a prova do presunto que ganhámos em Pechão, por isso havia incentivo extra para o pudalanço. O que não estava previsto era a ventania que se fez sentir. Chiça, grande bezaranha que em certas alturas oferecia forte resistência! Mas a malta também não quer cá ajudas, pimbas!
Fomos ali pelo Mar e Guerra, Bela Salema, em direcção ao single do Guilhim e depois tivemos de aviar um valente paposseco, ainda por cima sem presunto, até apanhar a estrada para o Cerro. Já uma vez tinha tentado fazer aquela subida toda sem desmontar e não consegui. Ontem com paciência e calma, lá se fez.
Ainda faltava o resto até ao acesso para o talefe, mas depois descemos para o lado do Alface. A descida fez-se pelo caminho onde me esbardalhei em Dezembro passado, nas vésperas de Natal. Nesse local já não existem as pedras onde perdi o controlo da bicicleta, está agora tudo mais plano, alguém passou ali com uma máquina. Podiam ter feito isso uns meses antes, cum cacete!|
Mais uma subidinha até mais acima da estrada para Bordeira e toca a descer até ao Coiro da Burra. Da zona das ruínas do Milreu até Faro fizemos o mesmo percurso de segunda-feira, pelo meio da horta e do laranjal. Desta vez não apareceu a coruja que tinha chocado com o amigo Coelho. Desta vez não havia aves de rapina pro ali, só umas quantas aves raras a levantar pó e a fazer cagaçal.
Chegámos a Faro todos empoeirados, fartos do vendaval que se fazia sentir e já a salivar pelo presuntinho. Conseguimos diminuir-lhe o volume um bom bocadinho e já se planeia o ataque a mais um exemplar.

Continuem a pudalari!

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