À CHUVA COM BOLO DA RATA
Este fim de semana com a bike de BTT no estaleiro só me restava a fininha para pudalar, ou na estrada ou nos rolos. Dependia também da meteorologia, das companhias e das propostas honestas (ou naquelas) da malta.
No sábado ficou combinado então que iria sair à cena um pudalanço de estrada com o pessoal do Bohemia Team. Lá preparei então o equipamento para o dia seguinte. Sim, porque normalmente gosto de deixar tudo a postos para de manhã não ter de me levantar cedo e não falhar nada. Ah pois é!
Tinha visto a internet para saber da meteorologia e às sete e picos quando o despertador tocou fui à janela espreitar e a coisa estava um bocado negra, apesar dos mentiriológicos terem dito que não iria chover das sete/oito horas para a frente. Tinha ouvido chover forte a meio da noite. Mandei mensagem ao Paulo Cruz e ao João Belo e ambos disseram que iam arriscar, quando eu já estava a interiorizar a ideia de ir para a garagem tirar o pó ao rolo.
Já a penalizar, aviei o pequeno almoço e equipei-me para ir ter com eles às 8:30h, conforme combinado. Não estava assim muito frio, mas a estrada estava cheia de água e logo na ida para o local de encontro deu para molhar o belo do traseiro. Havia a esperança da meteorologia estar certa, o dia abrir e o asfalto ir secando. Nunca tinha andado de fininha com o piso molhado e há sempre aquele receiozito do aramiço escorregar.
Ainda aparecemos oito corajosos à partida, sendo que o amigo Carlos da Rata, que já tinha feito o aquecimento desde Olhão, teve um furo complicado logo nos primeiros metros e teve de abortar a volta connosco. Uma bela prenda em dia de aniversário do rapaz, bolas! Nós lá seguimos, mas uns metros mais à frente começaram a cair umas gotas mais fortes só para tentar desanimar o resto da malta. Só que não, resolvemos continuar!
De vez em quando lá vinham uns chuviscos e nem sinal das tais das abertas, a provar que afinal os gurus da meteorologia é tudo treta. Lá fomos avançando no terreno sempre com uns salpicos, ou vindos de cima ou das rodas do pessoal da frente.
Fomos até quase à Luz de Tavira e regressámos, sempre a tentar perceber onde chuviscava menos para ver se não nos encharcávamos muito. Parámos no Pereiro para reagrupamento e definir tácticas e estratégias. Resolvemos rumar a Olhão em vez de irmos subir para o lado de São Brás de Alportel. Pareceu-me boa opção, eh eh eh.
Mas mal arrancámos, a bela da chuvinha começou a cair com mais força e fizemos toda a estrada da A22 até Olhão debaixo de água e a levar com muita água da estrada na focinheira... Não estava dia para ir na roda de ninguém.
As belas das abertas nunca apareceram e aberto mesmo só um café em Olhão, onde abancámos para nos juntarmos ao amigo Carlos da Rata que já estava de banhinho tomado, para comemorarmos o aniversário do rapaz. Lá apareceram então umas abertas... umas jolinhas abertas, queria dizer, para acompanhar umas chouriças assadas. Até houve bolo de aniversário, por sinal muito bem escolhido, decorado com o emblema do glorioso. Parece que algum pessoal mais esverdeado comeu aquilo de muito má vontade, ah ah ah.
Já com o corpinho a arrefecer, se é que tenha aquecido muito, lá nos fizemos ao resto do caminho até Faro e o solinho lá deu um ar da sua graça. Olha, agora muito obrigado, já estamos quase em casa porra e o banhinho de águinha quente já espera.
Apesar do tempo manhoso acabou por ser um belo pudalanço e uma boa experiência com a Balbina no piso molhado. Lá ver se não me engripo.
Continuem a pudalari!
Strava > https://strava.app.link/NTDTeHHGhZb
Fotos: Sérgio Palma e João Belo















