PISÃO SEM BOLEIMA E SEM BARRAGEM
Mais um ano em que se cumpriu a tradição do passeio do dia de Natal com os Rodas de São Mamede.
Depois da noite da consoada, em que há sempre tendência para alguns excessos, nada como levantar cedo, enfrentar o friozinho matinal e ir queimar as calorias armazenadas na ceia de Natal.
A última vez que tinha alinhado neste Portalegre-Pisão-Portalegre foi em 2012. Por motivos de vária ordem, de lá para cá não tenho podido estar presente, mas este ano, com mais alguns dias nesta quadra, fiz questão de integrar esta comitiva, enquanto não surge a bela da barragem e a aldeia do Pisão não ficar submersa.
O dia de Natal amanheceu solarengo mas com uma temperatura congelante. Como saímos da Ribeira de Seda sempre deu para gelar mais um cadinho na descida do Ribeiro do Baco até aos Assentos.
No ponto de encontro apareceramos uma dúzia de destemidos prontos a ir carregar nos cranques, a ver se aquecíamos o corpo. Mas mesmo a pedalar ao sol os pés e as mãos teimavam em não aquecer.
A barragem do Pisão não avança mas água não faltou pelo caminho, com muita poça de água e as ribeiras com um caudal interessante que deu direito a molhar os pezinhos, só assim para arrefecer um pouco, não fosse a malta estar com calor.
Este ano não houve boleimas para acompanhar o cafezinho porque, dizem as más línguas, o futuro presidente do Rodas não tratou do assunto. Bebemos só o café e fomos aquecer um pouco no madeiro que ardia no largo lá da terra.
Para não voltarmos pelo mesmo trajeto e para ir abrindo o apetite ao almoço em família, aviámos a subida até ao Monte da Velha e fomos ver de mais uns charcos até ao Santuário do Senhor do Aflitos. Escusado será dizer que tivemos direito a ir refrescando os pés com frequência.
Do Senhor dos Aflitos até Portalegre fizemos os mesmo trajecto pela chicane de poças de água no estradão até à Praça de Touros.
Ainda faltava mais uma contagem de montagem até à Frazoa para chegarmos a casa para um belo duche quentinho. Só assim os pés aqueceram, chiça!
Cumpriu-se a tradição, foi bom rever alguns amigos e pudalar com eles. Obrigado ao pessoal do Rodas de São Mamede por me receberem tão bem. É sempre um prazer pudalar pelos trilhos da nossa terra, em tão boa companhia.
Continuem a pudalari!
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