CEPO DE NATAL

Andava eu aqui preocupado sem saber o que oferecer a mim próprio como prenda de Natal e eis que de repente se arranjou qualquer coisa...


Esta semana a saga foi à quinta-feira por causa do jogo de um jogo da Taça de Portugal à quarta-feira. Lá teve de ser embora não ache mais importante um jogo de futebol que um valente pudalanço.
Foi a voltinha de Natal do grupo dos Chavecas e mesmo sem bolo rei saiu-me a fava. Do nada, numa descida, começo a ouvir um barulho estranho e vai-se a ver e parece que dá direito a um cepo novo ou a uma reparação.
Faz parte, o desgaste existe e só não se avariam as bikes que não saem para os trilhos e ficam a marinar na garagens. Lá ver o que sai à cena.



Quanto à voltinha parece que era soft, quase plana. A noite não estava tão fria como se antevia, estava até uma temperatura simpática para esta época do ano. Começámos por ir encomendar os galináceos para a ceia e fomos ver dos trilhos, desta vez guiados pelo amigo Rui Silvestre.



Logo cedo se começou num ritmo assim a dar para o puxadote, sempre com o pelotão ao esticões para se ir esperando pelo mais atrasados, o que é sempre de evitar, digo eu. Se for tudo num ritmo que dê para todos, a coisa rende mais, penso eu de que.



Bem, mas lá fomos indo pelo Chão de Cevada - que por acaso até é de alcatrão, nunca lá vi cevada nenhuma - por Pechão, Queijeira, Quelfes e foi logo a seguir que o belo do cepo começou a dar problemas. Mas lá deu para seguir em direcção a Quatrim do Norte e atravessar a EN 125 até às Fontes Santas, para apanharmos a Ecovia, em direação a Olhão.


Fizemos uma BTT urbano pelas ruas da cidade cubista e, a partir dali, a malta ligou o medidor de pilas e vá de zarparem, primeiro pela Ecovia e depois pela EN125, até Faro, em alta velocidade. Devia ser para ver se aqueciam... mas a noite até nem estava muito fria...


Lá ficámos uns quantos para trás e como até conhecíamos o caminho, nem nos ralámos, mas era completamente desnecessário e, no meu caso, já vinha desde Quelfes a gerir a coisa para ver se chegava a casa sem o cepo berrar de vez.


Banhinho tomado e fomos ver da saga de Natal, para mais uns momentos de convívio entre os que pudalaram e os que só foram dar ao dente. O Manel Cegasa ainda sacou da gaita, que é como quem diz da viola e dedilhou umas notas e cantou umas cantigas para animar a malta enquanto se degustavam uns bolinhos e uns cálices de vinho do Porto.

Continuem a pudalari!

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