ESTRADA BOHEMICA

Eh pá, isto às vezes há acasos que se dão. Até nem tinham pensado em pegar na fininha, mas numa troca de mensagens na tentativa de agendar uma voltinha domingueira com os amigos, aparece o Paulo Cruz a sugerir uma voltinha de estrada.



Depois aparece o João Belo a dizer que ia pedalar de estrada com os Bohemia Team. Pensei logo que era melhor estar quieto pois aquilo é pessoal que tem mais rodagem e não me queria meter em apertos, eh eh eh eh. Vai daí o Paulo Cruz convence-me a alinhar com eles com a premissa de que se eu não aguentasse, tomaríamos outro rumo os dois. Então tá bem, vamos lá experimentar! Senão também não sei se aguento.



À hora combinada lá apareceram cinco Bohemios, eu e o Paulo Cruz para nos fazermos ao desafio e pelo menos cá o je não sabia bem no que se ia meter. Logo à partida foi bom rever amigos de outros pudalanços, de outros tempos, com quem já não tinha o prazer de pudalar há muito tempo.


Para prato de entrada saiu logo a subidinha até São Brás de Alportel, pela EN2, só assim para aquecer e levar-me à conclusão que tinha roupa a mais. Depois deu para refrescar na descida até ao Pereiro de onde rumámos até Estiramantens e Butoque (ainda se fosse um bitoque...).


Já com a minha lombar a acusar uma certa dorzita o que dava um certo desconforto em cima da Balbina, chegámos à zona do Pego do Inferno para rolarmos na estrada que rodeia o Rio Gilão, até Tavira. Atravessámos a cidade e fomos até Santa Luzia, onde abancámos para repor energias. E que bem que se estava ali na esplanada, ao solinho, a aviar uma cola, um bolinho de amêndoa e aliviar os costados.


Mas ainda havia estrada até casa e tivemos de meter as rodas ao caminho e aproveitar o vento de feição. Aquecemos a subir as Pedras Del Rei e antes da Luz de Tavira metemos pela estrada do meio, para evitar o trânsito da EN125. Não que de vez em quando não aparecesse um iluminado que gosta de fazer umas razias às bikes, mas sempre é mais tranquilo.


Seguiu-se o roteiro por Moncarapacho e Quelfes até Faro, já com o vento armado em parvo a querer dificultar a manobra aos artistas do pudalanço.


Não estava prevista esta voltinha mas se calhar por isso mesmo teve outro sabor e foi muito bom pudalar em tão boa companhia. Um obrigado a todos por irem esperando por mim, aqui e ali. No geral senti-me bem e foi mais uma boa experiência de fininha.

Continuem a pudalari!



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