ALGIBRE COM TOMATES... E DENTES

Fazer um pudalanço pelo Algibre é sempre uma boa ideia, um bom empeno e sabe-se lá mais o quê!
Só este ano já trilhei aqueles caminhos por três vezes: em Abril, com o amigo Peixoto numa versão com saída e regresso a São Brás de Alportel, via Boliqueime; em Agosto com os amigos Espinha e Patrulha, só do castelo de Paderne para baixo, desde e até Faro.





Para não ser sempre igual, desta vez resolvemos traçar um outro trajecto, com a habitual saída de Loulé mas com o regresso por Almancil até à cidade louletana, com um quarteto fantástico: eu, Peixoto, Espinha e João Belo. Ninguém mais quis alinhar e tivemos que ser nós a tomar conta das operações.





O dia estava bestial, sem vento e sem frio, com o solinho a espreitar aqui e ali por entre as nuvens o que é sempre uma motivação extra. O que não motiva nada é o início até à Fonte Filipe, por asfalto, que é sempre uma bela seca. Pese embora que sempre dá para rolar e fazer o aquecimento... Às tantas já ia a ferver e a pensar que era chegar à Fonte Filipe e já me apetecia voltar para casa, ah ah ah. Para a próxima tenho de arranjar para ali uns trilhos alternativos para evitar a estrada.





Alcançado o início do Algibre, na Fonte Filipe foi seguir pelo caminho de cimento até à estrada para Barranco do Velho, virando depois até por baixo de Querença, Fonte da Benémola, para fazermos as primeiras veredas do dia, ali mesmo antes de chegar à Tôr.





A seguir à ponte da Tôr verificou-se que o estradão junto à vinha da Quinta da Tôr já está um bom pedaço asfaltado... Qualquer dia vamos fazer o Algibre de fininha... Mas pronto o resto estava como sempre o conhecemos, aqui e ali um pouco remexido por causa de algumas máquinas que andam por ali a tratar de alguma infraestrutura.





O piso estava bastante bom, uma poça de água ou outra, mas nada de especial, a permitir um bom andamento que foi bem aproveitado pelo Jonny e pelo Espinha para porem à prova os velhotes do grupo, eh eh eh. Isto até metermos nos primeiros singles do dia, junto à ribeira, que até se encontravam agora mais limpos e salvo uma pedra ou outra mais húmida e escorregadia, conseguia-se manter um andamento porreiro, sempre a curtir a sinuosidade do percurso. A ribeira, essa é que tinha muito pouca água, para não dizer quase nada.





Foi por aqui que o amigo João Belo teve azar com o desviador a não querer colaborar impondo que, a partir dali, não pudesse usar muitas das mudanças da bike. Vá-se lá saber o que deu ao raio do desviador, já que não bateu em lado nenhum e tramou o andamento do rapaz.





Chegámos a Paderne e ainda era cedo para trincar qualquer coisa no Purgatório. Para não irmos outra vez pela estrada do castelo, fizemos a Travessia da Amoreira, que ainda leva uma pouquita de água e fomos sair por dentro da Azenha de Paderne. Atravessámos o paredão e fizemos um pit stop já na outra margem, para um repouso e repor nutrição.





Fomos então ver da ponte medieval, trilho igualmente limpo. Como andaram para ali a aparar a vegetação e estávamos com tempo, o amigo Peixoto resolveu plantar por ali uma figueirinha... Por pouco não dava uma dentada no pavimento da ponte e arranjava uma carmalheira nova. Ainda bem que foi só um susto.



Pó sacudido e seguimos pela pior parte deste trajecto, onde ainda há muito matagal caido pelos temporais, com o trilho muito fechado e complicado de se fazer, a precisar de uma bela limpeza. Isto até ao aqueduto, porque dali para baixo, tirando a zona das pedras, já sobejamente conhecida, depois de atravessar a ribeira, foi sempre a meter mexa.



Já quase no final, na última passagem da ribeira, o amigo Espinha empancou na saída e teve um encontro imediato das partes genitais com o belo do selim, que dever ter dado umas dorzitas dos tomates. Ainda tentámos providenciar uma massagista que costuma estar ali na EN125, junto à Patã, mas hoje era feriado e tinha o estabelecimento encerrado, eh eh eh.



A barriguinha já começava a dar sinal de falta de alimento e seguimos o cheiro das bifanitas até às Açoteias, para mais uma visita ao nosso hotspot daquela zona, o Snack-Bar Surfal, onde somos sempre bem recebidos e tratados. As bifanas estavam como sempre um espectáculo e regámos a coisa com umas jolinhas, só para hidratar mesmo, que a gente nem gosta!



Também para não fugir à regra fomos partir pernas pelas falésias até Vilamoura, com a habitual passagem por dentro da marina e depois Quarteira. Tentámos encontrar por ali uma bomba para meter ar na suspensão do Peixoto, coisa que normalmente toda a gente devia trazer consigo, mas ninguém tinha. Apenas encontrámos o amigo Cascão que nos esteve a falar da suas aventuras espeleológicas e exploração de grutas.



Ainda faltava um bocadinho para o final e lá rumámos até ao Trafal, Almancil, fizemos o trilho por trás do karting, até Vale d'Éguas e fomos rumando mais para norte até Loulé, ainda com umas subidinhas para aviar e já com a pilha a fraquejar. Finalmente chegámos ao ponto de partida onde tínhamos deixado as viaturas.


Fomos ainda tirar o pó da goela com uns refrigerantes, num cafézinho ali próximo e estava feito mais um belo dia de pudalanço, em fantástica companhia. Tirando os azares e o meu joelho que já vinha a chiar, foi mais uma bela edição do Algibre.

Continuem a pudalari!

Fotos: Sérgio Palma e João Belo



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