A TAL SOFT DE ALEGRETE

Assim só para chatear e com não há uma sem duas, aproveitei os dias em Portalegre para ir fazer mais uns trilhos, desta vez mais pela Serra de São Mamede. Desafiei o meu parceiro destas aventuras, o meu sobrinho Tiago para irmos pudalar no sábado, a ver se íamos queimando as calorias desta época natalícia, que no Alentejo é sempre a dar para o pesado.




Mas também só para chatear, para além do frio e das baixas temperaturas desta época, resolveu amanhecer com um ventinho norte que trazia consigo ainda mais gelo da Serra da Estrela, só para tornar a coisa mais "apetitosa".




Já saímos tarde e como não podíamos demorar muito e fazer muitos quilómetros, resolvemos ir até Alegrete e voltar, só para fazer o gosto às pernas. O ventinho gélido não estava nada agradável e quase que tirava o apetite ao pudalanço.




Fomos aquecendo por asfalto até à Cruz das Mós e depois fomos entrando no mato até à estrada do Viveiro Florestal. Aí já se sentia mais um calorzinho, pois a subida pelo meio dos eucaliptos era daquelas de levar o queixo no guiador, com muita pedra solta que exigia forte concentração.




Atravessámos a estrada e metemos pela mata por trilhos mais ou menos conhecidos, descobrindo outros onde nunca tínhamos pudalado, ao som do vento que varejava o arvoredo. Pelo caminho muitos sinais de que anda por ali javali a monte mas não vimos nenhum.



Estava frio, o GPS sempre a marcar entre os sete e os oito graus, mas não há dinheiro que pague a paz e a tranquilidade que se sente pelo meio da serra, tal é o sossego dos locais que cruzámos. Sobe-se bem em certas zonas com uma altimetria interessante, mas ainda assim é sempre um prazer ir para a serra.



Apanhámos a descida até à Fonte em Baixo e subimos até à minha vila de Alegrete, a minha terra natal. Fizemos um pit stop no Bar dos Amigos para uma cola fresquinha, eh eh eh. Parece mentira mas apesar do dia frio foi o que nos apeteceu. Mais uns cumprimentos a uns amigos que por ali conviviam e tínhamos de regressar à base.




Como já estávamos a penalizar para chegar a horas ao almoço, de Alegrete até casa viemos pela estrada nacional, sempre por asfalto. Soube a pouco mas sempre foi melhor do que ficar em casa. O importante não são só os quilómetros mas sim a boa companhia e os locais por onde vamos pudalando.

Continuem a pudalari!

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