VOLTA DOS MORENOS


Por falta de companhia para uma cena de BTT, que me estava a apetecer, adesivei-me aos Chupa Rodas para mais um giro da série estrada. Lá tiveram de gramar comigo, pois então!


Fomos assim em modo de trio, eu, o Warren e o Carlos Rogério, pois houve quem desse falta de comparência. Era a minha esperança, a ver se mais alguém me fazia companhia na cauda do grupo, para ir roendo as subidinhas.


Estava uma manhã fresca e nublada e até bem cinzenta, o que ajudava mais um pouco, depois do bafo dos últimos dias, em especial de sábado. Podia ser que assim a coisa corresse melhor para o lado do je.
A ideia, à partida, era ir até Tavira, pela Asseca, a ver se ainda espreitávamos o granfondo que se realizava por aquelas bandas.


Subimos até São Brás de Alportel, pela EN2 e toca de virar para Santa Catarina da Fonte do Bispo. Nas subidas, com uns dentinhos a menos na cassete e também umas pernas piores, já eu começava a descolar. Mas é o que se pode arranjar.


Já na zona de Fonte do Bispo resolvemos ir espreitar uma estrada que nunca tínhamos feito, em direcção a Corte do Peso e Morenos. Seguiu-se uma bela sessão de subida, mas com uma vista fantástica. Não foi pêra doce, mas fez-se e até gostei. Sempre deu para varia um pouco de caminhos.


Depois descemos e, é certo e sabido, quando se desce muito, a seguir vem a factura... Vá mais uma subidinha daquelas em que vou aos ésses no asfalto para a conseguir vencer, antes rolarmos mais um pouco até chegarmos de novo à estrada que segue para Tavira.


No cruzamento seguinte rumámos para a Asseca. Metemos água fresquinha nos bidons, na Fonte das Cabras e passámos para a margem esquerda do Rio Gilão, até Tavira, onde entrámos na EN125. Do granfondo, nem sinal. Andavam por aí a penar e nós seguimos em direcção a Oeste, agora já com o ventinho favorável, pois até ali foi sempre a levar com ele no trombil.


Não nos demorámos muito na EN125 e o próximo destino seria Santo Estêvão, por estradas mais tranquilas. Seguiu-se o Butoque e Estiramantens. Aqui e ali já começava a acusar o desgaste e em Moncarapacho apareceu o homem da marreta e umas cãibras na perna direita.


Dali para a frente tive de vir sempre a gerir o esforço. A coisa amainava, mas mal esforçava mais um pouco a senhora cãibra fazia questão de me lembrar que andava ali. A espaços lá consegui aumentar um pouco o ritmo, mas os companheiros de jornada tiveram de vir sempre a esperar por mim.


Ainda assim foi uma bela manhã de ciclismo, com uns simpáticos 86Km e uma altimetria a condizer. Obrigado à malta por me terem aguentado.

Continuem a pudalari!

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