CAMINHO DE SANTIAGO - DIA 3
ALVAIÁZERE > COIMBRA
Depois do dia anterior e da dureza da etapa, esperávamos que o terceiro dia fosse mais suave, com um percurso mais acessível. Era isso que queríamos mas o caminho é o caminho e nunca se sabe ao certo o que vamos encontrar pela frente.
Mal saímos de Alvaiázere começámos logo a facturar subidas e até à Aldeia da Venda foi sempre no sentido ascendente. Havia que passar a Serra de Sicó e já se sabe que por essas bandas a coisa nunca é fácil.
Até Ansião o caminho seguia também por uns single tracks fantásticos mas em alguns pontos tivemos de desmontar por causa das pedras e do piso escorregadio que poderia causar algum dissabor. Mais vale prevenir do que remediar e o caminho não é para se fazer, é para ser feito.
Chegámos a Ansião e procurámos um sítio para tomar, finalmente, o pequeno almoço. Na rua perguntámos a uma senhora onde haveria uma pastelaria ou café, ao que a pessoa respondeu: "Vão encontrar!". Ora muito obrigado, se procurarmos vamos encontrar, pois então. Sempre há uns cromos jeitosos que nos fazem sorrir mesmo com a fomeca a apertar, eh eh eh.
Lá encontrámos a Pastelaria Diogo, na Praça do Município, muito bem fornecida de coisas apetitosas e com alguns peregrinos também a fazer uma pausa por ali, aproveitando sol da esplanada. Com a barriguinha recomposta, aproveitámos para fazer umas fotos junto à câmara municipal e não parecer tão elegantes nas imagens.
Seguimos viagem e esturrámos logo algumas energias numa bela subida. Era dia de fazer muitas subidas e de empurrar as bikes. Mais vale assumir e ir a pé, a empurrar, do que entrar em desgaste e sempre ajuda a esticar as pernas. É preciso reservar forças para o resto do caminho e foi um dia em que até não me senti grande coisa, talvez a acusar o esforço dos dias anteriores. Com o calor que se fez sentir sempre deu para tirar algumas peças de roupa e pedalar menos ensamarrados.
Já se fazia tarde para o almoço quando, depois de mais uma bela subidinha, chegámos às ruínas de Conimbriga. Optámos por comer mesmo ali, no Restaurante Museu e saiu mais uma vez sopa e uma sandes de frango. Queríamos bifanas, mas mais uma vez nos saiu na rifa uma croma que não sabia se tinham e achámos que até nem sabia o que era uma bifana... Enfim, temos pontaria na escolha da restauração, ah ah ah.
Depois do repasto seguimos até Coimbra e decidimos abancar por ali, conseguindo alojamento no Albergue do Peregrino Santa Isabel, que fica mesmo no caminho, junto ao Convento de Santa Clara, onde tinha estado nos finais dos anos 80, para as inspecções para o serviço militar.
Fomos muito bem recebidos pelo Vitor, também ele um peregrino e conhecedor dos segredos dos caminhos. Obrigado pelas dicas e conselhos! Até encontrámos uma conterrânea portalegrense que trabalha nas instituição, filha de uma colega do Tiago, lá dos Bombeiros de Portalegre.
Aproveitámos para ir a uma lavandaria self service lavar e secar roupa, que já precisava, fizemos umas comprinhas no LIDL, logo ao lado e de regresso ao albergue trouxemos um frango assado para aviar na sala de refeições dos aposentos.
Travámos conhecimento com o Fernando de Mangualde, um peregrino que seguia a pé para Fátima e ouvimos muitas histórias dele e do Vitor sobre as aventuras nas peregrinações para Santiago de Compostela.
Não foi de todo um dia fácil, mas conseguimos terminar mais uma etapa onde, pelo caminho, passámos em locais bem conhecidos como o Rabaçal, Zambujal e Condeixa-a-Nova. Metemos conversa com alguns peregrinos de vieram de várias partes do planeta como Califórnia, Coreia, França, entre outros.
Continuem a pudalari!
Strava > https://strava.app.link/EB2wNHyZv3b









































