CAMINHO DE SANTIAGO - DIA 5
OLIVEIRA DE AZEMÉIS > PORTO
A etapa de hoje foi mais curta, mas não foi por isso menos fácil.
Saímos de Oliveira de Azeméis e logo de seguida o tempo fechou um pouco, ficando algo nubladote.
Apesar de já irmos no quinto dia de pudalanço, foi um tirinho até São João da Madeira, com uma paragem em Cucujães, para o pequeno-almoço, na Padaria Flor de Cucujães. Dizia logo à porta que não havia fiados e onde a senhora estranhou muito eu querer uma sandes mista de presunto e queijo, com manteiga. Se calhar não é usual por aquelas bandas.
Foi aí que encontrámos até então o único bicigrino. Um espanhol de 77 anos que já vinha a pedalar de Lisboa e que se queixou das subidas, que eram muy duras! Ora até nós nos queixamos, pá! Com o peso que ele trazia não me admiram as queixas dele. Espero que tenha tido um buen camino.
Já em São João da Madeira tentei uma consulta de Psicologia com a minha prima Carla, mas já não tinha vagas... Estava ocupada com consultas e fiquei com pena de não lhe dar aquele abracinho, mas a rapariga tem a vida dela e nós tínhamos de seguir viagem.
Em Grijó começou a chuviscar e tivemos de colocar os equipamentos para a chuva. Não era muita, mas ainda deu para molhar a malta. Deu direito a fazer a subida mais bonita até aqui, sobre as pedras molhadas e escorregadias, que não ajudaram nada na tracção das bikes, mas lá fomos galgando o caminho e apreciando a beleza do local. Ainda nos cruzámos com uma raposa que nos passou mesmo à frente.
Quando chegámos a Vila Nova de Gaia já o solinho se fazia sentir e pouco depois lá estava a ponte D. Luís I. Coisa que não faltava por aquelas bandas, eram turistas aos magotes, a apreciar as vistas sobre o Douro e o Porto, do outro lado do rio. Situação que se verificava na travessia da ponte e nos acessos à mesma, assim como junto à Sé do Porto.
Tentámos alojamento no Albergue de Peregrinos, mas já estavam com lotação esgotada. Ligámos para um hostel ali perto, mas não aceitavam pessoal com bicicletas. Para não irmos parar à Senhora da Hora, mais longe, tentámos ficar nos Bombeiros Voluntários do Porto, mas levámos mais uma nega... Não estava fácil, cum camano!
Conseguimos finalmente uma autorização do Sr. Comandante dos Bombeiros Voluntários Portuenses para pernoitar. Fomos mais uma vez muito bem recebidos e instalados. Quase que nos obrigaram a lavar as bicicletas com uma máquina de pressão, eh eh eh! Ficou um pouco fora do centro, mas nada que um Uber não resolva.
Banhinho tomado e roupinha limpa, fomos ver do almoço, que acabou por ser alancharado, no centro da cidade, no Via Catarina Shopping. Aviámos dose reforçada de carnucha e claro, umas jolas para hidratar.
A nossa anfitriã (irmã do Tiago), que esperou até quase às 17h por nós, para almoçar connosco, levou-nos depois a conhecer a zona da Ribeira do Porto. Acho que foi para se vingar do tempo que esperou, fez-nos ir por ali abaixo e depois subir tudo a pé até aos Clérigos, ah ah ah.
Na ribeira também abundavam turistas, com as esplanadas cheias e gente em monte. Ainda me veio um tipo tentar vender uma camisola do Porto... Vai lá vai, era só que me faltava, não?! Conversámos um pouco, fizemos umas quantas fotos e fomos ver do descanso.
Continuem a pudalari!
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