CAMINHO DE SANTIAGO - DIA 6

PORTO > VIANA DO CASTELO

Tínhamos deixado para decidir, até o Porto, se seguiríamos pelo caminho da costa ou pelo central. Optámos pelo da costa, por ter menos altimetria. Ficámos com pena de não fazer o outro, mas tem de ficar para outra oportunidade.









Cedo percebemos que íamos ter um dia difícil porque começou logo cedo a fazer-se sentir um vento norte, de frente, claro. Vento esse que se foi intensificando e tivemos de ir gerindo esforço para não nos desgastarmos numa luta desigual.









O caminho segue sempre junto à costa, quase à beira-mar, alternando com as ruas com trânsito por causa dos passadiços, onde segue o caminho pedestre, mas onde é proibido circular de bicicleta. Fomos arranjando alternativas e o GPS foi sempre ajudando na correcção do trajecto.









Paragem em Matosinhos, no café Internacional, anexo ao Mercado Municipal, onde tomámos o pequeno-almoço e carimbámos a credencial. Atravessámos depois a ponte móvel por cima do Rio Leça, em direcção a Leça da Palmeira e fomos, contra o vento, apanhar de novo o trajecto junto ao litoral.









Fomos prosseguindo e entre a Praia de Angeiras e Labruge, resolvemos ir pelos passadiços para evitar um desvio maior e fomos parar a uma zona com escadarias, primeiro a subir e depois a descer. Não basta o vento, senão ter de andar com as bicicletas às costas, como todo peso dos alforges e bolsas, Chiça penico!









Em Vila do Conde fizemos uma incursão para dentro da povoação para passarmos junto à casa do poeta José Régio, que passou grande parte da sua vida de poeta e professor na nossa terra natal, Portalegre, onde há uma casa museu também como seu nome, onde ele habitava.









Com tanto esforço, quando chegámos à Póvoa de Varzim já íamos capazes de devorar... uma pizza. Foi o que saiu à cena, na esplanada de uma pizzaria, ali à beira-mar. Ficámos logo capazes de... ir lutar contra o vento novamente. Sigaaaa!









Em Esposende era imperativo ir visitar o Memorial ao Paulo Gonçalves, criado e implementado pelo amigo Paulo Maria. Prestámos a nossa homenagem ao piloto português que faleceu no Dakar e seguimos viagem até Castelo de Neiva.









A ideia era ficar instalados por ali, num albergue, mas estávamos a apenas 15km de Viana do Castelo e resolvemos seguir para pernoitar nos Bombeiros Voluntários. Sempre é gratuito e poupávamos para a janta, eh eh eh!









Fomos muito bem recebidos pelo André que tem um bar em Viana, o República, que nos recomendou também um local para jantar, mesmo em frente ao seu bar.
No Dolce Viana comemos um naco de novilho na telha, que estava divinal. Depois do dia todo a lutar contra o vento acho que merecemos um jantar mais requintado.







O nosso enorme agradecimento ao André e aos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, pela dormida e pelo banhinho quente! Estava concluído o sexto dia de viagem, com dois terços feitos. Foi um dia duro, mas com paisagens incríveis!

Continuem a pudalari!

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