CAMINHO DE SANTIAGO - DIA 4
COIMBRA > OLIVEIRA DE AZEMÉIS
Saída de cidade dos estudantes com o céu nublado o que para pudalar não era de todo mau, sempre estava mais fresquinho. Até à saída da cidade manifestou-se alguma confusão, já referida por alguns peregrinos nas redes sociais. Muitas ruas em obras, em especial na zona da Estação Coimbra B, que nos induziu em erro. Mas mal acertámos com o caminho, foi sempre a bombar.
Este início de jornada teve muitos troços em asfalto com passagem por Trouxemil, Adões e Sargento-Mor, assim quase paralelos à EN1, com alguns pontos a serem feitos mesmo pela berma desta complicada estrada. Ainda assim ainda se conseguiram intercalar alguns troços em estradão de terra batida, num andamento sempre progressivo.
O pequeno-almoço foi na aldeia de Mala, na Padaria Nossa Senhora das Candeias, ali mesmo à beira do caminho, onde fomos muito bem atendidos pelo simpático jovem proprietário. Estava era com o stock um pouco em baixo porque, disse-nos, os dias anteriores foram de grande movimento devido à quantidade de peregrinos que se deslocou para Fátima. Caminho esse que é feito no sentido inverso do Caminho de Santiago.
Estava previsto para este dia, inicialmente, pernoitar em Albergaria-a-Velha. Depois pensámos em ficar na localidade da Branca, num albergue de peregrinos recomendado pelo Vitor do albergue de Coimbra. Logo se via como decorreria o andamento e o caminho, decidiríamos conforme o cansaço e as horas. Já íamos quase a meio do total do caminho e tinha de ser bem gerido o dia a dia.
Rodámos bem até à Mealhada e só não fomos aviar um leitãozinho da bairrada porque ainda era cedo e tínhamos tomado o pequeno-almoço há pouco tempo. Fizemos umas fotos para registar a passagem nesta região e passou-se o objectivo do almoço para Águeda. Até passámos por Anadia onde apreciámos um fantástico centro desportivo e cultural, com infraestruturas muito vistosas. Mais à frente chegámos a Aguada de Baixo.
Em Águeda fomos visitar uma amiga e colega fotógrafa que nos mimou com uma bela caixinha de Pastéis de Águeda que são uma das sete maravilhas lá da zona. Só não há fotos dos ditos, porque evaporaram rápido com o calor... Estavam uma delícia. Querem saber como eram? Vão lá a Águeda e provem, ah ah ah.
Apesar da recomendação da minha amiga, para o almoço, a escolha caiu noutro spot, quase ao lado, o Snack-Bar Tonel onde fomos muito bem recebidos e onde continuámos com a saga da rota da sopa e da bifana. De salientar o facto de terem a mostarda num frasco de ketchup e o piri-piri num de molho de coentros e alho. Mas tudo bem, a malta percebeu, eh eh eh.
Para sobremesa foram-nos depois servidas duas valentes subidas até Albergaria-a-Velha. Ora tomem lá para queimar já a bifanita! Ainda era cedo e apesar disso a malta estava bem, por isso seguimos até à Branca. Dava para fazer mais uns quilómetros ainda.
Mas chegámos lá, carimbámos a credencial e ainda não foi desta que nos metemos na branca. O Tiago ligou ao comandante dele, que é também o comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis e o amigo Justino fez o favor de nos deixar pernoitar no quartel. Fomos com os azimutes apontados para um quartel, mas afinal a pernoita seria noutro e tivemos de aviar mais 1,6Km a pudalar, sendo que 800m eram a subir... bem!
Foi um bom aperitivo para o jantar no Gemini, onde enfiámos uma stickada (Oliveira é terra de hóquei em patins) numa bela francesinha, recomendação do Comandante Justino. Foi a cereja no topo do bolo, num dia com algum ventinho e onde já se começaram a encontrar mais peregrinos pelo Caminho. Até Oliveira de Azeméis não nos cruzámos com nenhum bicigrino.
Continuem a pudalari!
Strava > https://strava.app.link/EFUvEPmnx3b




















































