HOT, CALIENTE E FERVOROSA FININHA
Fim de semana, uma brasa do caraças, mas mesmo assim estava com vontade de pedalar. A questão era para onde ir e com quem, já que não gosto muito de pedalar sozinho, embora por vezes até saiba bem.
Pensei que se fosse fazer BTT talvez apanhasse mais sombras, mas se fosse de fininha talvez fizesse mais quilómetros em menos tempo e a deslocação do ar sempre é maior, uma vez que se conseguem velocidades mais altas.
Sondei a malta pedaleira e a coisa pendeu para irmos fazer estrada. Responderam o Jonny Belo e o Paulo Cruz e mais tarde apareceu também o Carracinha e o Cláudio Paulo, via João Belo. Estava frito, pensei. Não só pelo calor, mas porque esta malta anda que se farta e eu não tenho a pedalada deles.
Ainda assim arrisquei e, caso não quisessem esperar por mim, era seguirem e eu safava-me sozinho. Saíamos às oito da matina, mas uma horinha mais cedo não tinha feito mal a ninguém, antes pelo contrário, pois a temperatura alta já se fazia notar àquela hora.
O Paulo Cruz tinha lançado a ideia de irmos até à zona da Asseca e lá fomos nessa direcção, via Conceição, Pechão, Quelfes e Moncarapacho. Subimos depois até ao Pereiro, sempre com um ritmo bem acentuado para o meu andamento, mas lá me fui aguentando. A garganta e a boca sempre muito secas e a água a ficar cada vez mais quentinha no bidon.
No Pereiro virámos para Estiramantens e Santo Estêvão, aplicámos uma subidinha e descemos até à Asseca. Em direcção a Tavira parámos na Fonte das Cabras e toca de dar à manivela para nos refrescarmos, comer qualquer coisa e abastecer água fresquinha. Ainda me molhei todo na fonte, mas quando cheguei a Tavira já ia todo sequinho.
Após algumas indecisões sobre onde se parava para beber uma bebida fresquinha, resolveu-se que não parávamos e seguimos viagem, já com o calor a fazer-se sentir, tanto na lombeira, como vindo asfalto. Eu quando começo a respirar ar quente, começo a não gostar da cena. Tirando o calor até me vinha a sentir bem fisicamente mas, em Moncarapacho avisei logo que ia parar para beber uma Cola fresquinha.
Parámos, comemos e bebemos umas bebidas frescas antes de nos fazermos ao caminho até Estoi, com os GPS a acusarem quase 40º. Com (a minha) calma foi-se fazendo o caminho e fomos depois mimados pelo amigo Carracinha com umas jolas bem geladinhas, na casa dele. Eu e o Cláudio Paulo ainda molhámos (literalmente) a sopinha com uns mergulhos na piscina do nosso amigo.
Até Faro sequei novamente o equipamento que molhei lá na piscina e, com a desculpa de deixar o Jonny em casa, acabámos por fazer um desvio técnico e abrimos o apetite para o almoço com uns tremocitos e umas pretinhas frescas.
Mesmo com a brasa que estava acabou por ser uma voltinha bem fixe, pelo menos para mim, que vejo sempre isto de uma forma em que o que importa é andar de bicicleta, desfrutar das paisagens e da companhia dos amigos. Se não vier mais depressa, venho mais devagar. O importante é pudalar!
Continuem e pudalari!
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