A ROLAR PARA OS 57

À segunda feira não é fácil arranjar companhia para um pudalanço, nem de BTT, nem de estrada.
Mas eu encasquetei que hoje tinha de pudalar de manhã e, mesmo sem companhia, resolvi levantar-me com as galinhas e meter-me ao caminho, ainda pela fresca.
Desafiei a minha Balbina para mais uma saída, já que as temperaturas estão mais baixas e fazermos só nós dois um programinha. Também faz falta e sabe bem.




A ideia era subir até São Brás de Alportel e virar para o lado de Santa Catarina da Fonte do Bispo, mas ir pela EN2 aborrece-me por causa do trânsito. De Estoi até aos Machados ainda papei a cena, mas ali resolvi virar para a Barracha e ir apanhar o caminho lá mais à frente. Sobe-se um bocadinho, mas quase não há carros. Valeu a pena e foi menos stressante.




Apanhei a estrada para Tavira e foi sempre a aviar mexa, quer dizer, quase sempre, até Santa Catarina e depois até virar para a Asseca. Ainda se sentia uma brisa fresca e no ar pairava um cheiro a alfarroba. Talvez porque andavam algumas pessoas nessas lides.
Pena que a Ribeira da Asseca esteja tão cheia de mato, logo abaixo do Pego do Inferno, quando se vira para Cahopo.




Tinha roubado o track a uma amiga no Strava, para não fazer sempre o mesmo trajecto e, depois de uma pausa para hidratação na Fonte das Cabras, fui até Almargem, onde apanhei a EN125 por breves momentos, antes de virar para o Mato de Santo Espírito. Claro que mais à frente tive de voltar à principal estrada do Algarve. Mas até foi pacífico.




Já com mais uns 5º do que à partida virei para Santo Estevão para vir em direção a Moncarapacho e Quelfes. Com um certo ventinho a moer a caganita cheguei a Pechão e o regresso a casa fez-se via Areal Gordo. Claro não sem antes um indígena me ter ultrapassado com uma carrinha de caixa aberta, quase a roçar-me, para encostar escassos metros mais à frente.
Não percebi aquela estupidez e, claro, quando passei por ele fiz questão de lhe dizer e fazer um "simpático" cumprimento...



Pese embora e não obstante, foi uma bela voltinha que deu para ir apreciando a paisagem, com passagem por locais que ainda não tinha ciclado. A Balbina portou-se bem e deu-me o prazer da sua companhia na última voltinha de bicicleta dos meus 56 anos. Estou a ficar cota, Balbina, estou a ficar cota! Eh eh eh.

Continuem a pudalari!

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