BELO CACHOPO!

Nada como começar o fim de semana com um pudalanço daqueles assim em bom e em grande. Pois que a malta não faz a coisa por menos e vá de irmos ver o belo do Cahopo. Não, não é nenhum gaiato (ou moço, aqui nos algarves), é mesmo a localidade da serra algarvia.
E como é que vai para lá? Olha, pela estrada! Só que tem de se subir um cadinho... seja por lá que se vá!




Para fazer o aquecimento resolvemos arrancar de São Brás de Alportel e rolar/descer até Santa Catarina da Fonte do Bispo e Asseca. Depois é que começou o festival... festival de subidas. Na Asseca virámos para Cachopo, claro está e pronto, dali para a frente acabou o sossego.




Desta vez o amigo Pêxote convidou mais dois amigos para se fazerem à estrada connosco, o Carlos Rogério e o Warren. Já há uns anos que não pudalava com o Warren e com o Carlinhes foi a primeira vez. Só que esta rapaziada tem outra pudalada e a malta quer é curtir e desfrutar dos caminhos e das paisagens, sem grandes pressas. É isso que me leva cada vez mais a gostar de fazer, nas calmas e a aproveitar cada quilómetro.




A voltinha era longa e também havia que gerir o andamento para o fôlego dar para tudo. Eu nunca tinha feito este caminho e tirando uma descidinha ou outra, é sempre a carregar nos cranques. A minha Balbina também tem um quadro mais pesado, de alumínio e a relação de caixa não é a melhor para as pendentes mais agrestes. Precisava de mais uns dentinhos... até para comer já me faltam uns...




Mas a coisa lá se foi fazendo nas calmas, falando quando havia fôlego para conciliar com o pudalanço, senão nem queríamos saber uns dos outros. Aos poucos lá fomos serra acima e lá apareceu a bela da Alcaria do Cume, o que para mim é sempre uma vitória, antes de descer até Monte da Ribeira. Bela vista lá de cima. Às tantas havia uma seta a indicar Marrocos e ainda tive para virar ali, mas hoje não me dava jeito.




A seguir a Monte da Riberia (onde a Ribeira de Odeleite já não leva uma pinga de água), tivemos de aviar mais uma bomboca. Até nem começa muito agreste, mas depois até às eólicas a coisa pincha de outra maneira. Vá lá que meteram ali aquelas ventoinhas gigantes para ir fazendo um ventinho para refrescar os ânimos dos ciclistas. Ainda há quem pense nos outros, eh eh eh.




Lá chegámos a Cachopo e parámos no Retiro dos Caçadores onde caçámos umas deliciosas sandes de presunto, com manteiga, para olear a coisa a ver se rodávamos melhor dali para a frente. Uma jola fresquinha mais umas garrafas de água para encher os bidons e toca de ir ver da EN124 até Barranco do Velho. Depois da sandocha até deu logo mais vontade... de ficar ali a comer outra, ah ah ah.




Os dois convidados seguiram no ritmo deles e fuuuu... desapareceram. Eu e o Pêxote fomos a curtir as curvas, as subidas e algumas descidas. A temperatura estava mais alta e nas subidas notava-se bem o calor. Vá lá que corria uma brisa marítima da serra para ir amenizando.




Subindo e descendo chegámos a Montes Novos e saiu uma cola fresquíssima, com gelo, no Café do Largo da Bica. Aproveitámos para nos refrescar na Fonte da Bica com aguinha mesmo geladinha. Soube que nem ginjas, a cola e o banhito na fonte. Armei-me em ciclista profissional e meti o resto do gelo da cola para dentro da blusa. Sempre foi refrescando até derreter.




No Barranco do Velho, virámos para a EN2 e dali até São Brás já era (quase) sempre a descer. Antes das obras encontrámos um senhor com um Tesla que abrandou para nos dizer que não dava para passar. Pois o carrito a pilhas só se fosse carregado pela retro-escavadora da obra e colocado do outro lado das baias, eh eh eh.





Pensei que ia chegar muito pior depois dos mais de 1500m de acumulado, mas até vinha benzinho. Talvez porque fui gerindo o esforço durante todo o caminho e aquela sandocha de presunto sempre dá logo outro alento. Está feito mais um desafio, daqueles que nós gostamos. Venha o próximo.

Continuem a pudalari!



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