PRIMEIRO ATAQUE À FÓIA
Foi a minha primeira vez. A primeira vez que subi à Fóia de bicicleta, claro!
Já há uns tempos que andava para sair à cena e neste sábado a coisa deu-se e lá fui experimentar a sensação de alcançar esse objectivo, de fininha. Já lá tinha ido, desde Monchique e desde Portimão, mas de BTT.
Na sexta-feira fui ao passeio da Bike Sul, o Full Moon Ride 1.0 e, apesar de ter sido um passeio soft, com pouca altimetria e a rolar, dormi apenas cerca de cinco horitas. Mas já me tinha comprometido com as duas situações e não quis voltar atrás com a minha palavra.
A ideia era ir cedinho, para apanhar a temperatura mais fresca, a ver se a coisa não doía tanto. Resolvemos, eu e o suspeito do costume, o Pêxote, apanhar o comboio das 6:34h até Poço Barreto e daí arrancar a pudalar até ao topo. O amigo João Belo quis juntar-se à malta mas atrasou-se e ficou a ver navios (neste caso comboios). Com muita pena nossa lá fomos só os dois, pois o Jonny é sempre uma excelente companhia.
Agora há comboios "novos" na linha do Algarve, eléctricos e, sem local para transporte de bicicletas... Pois, os senhores da CP não estão assim muito virados para as questões da mobilidade e, se antes já não era pacífico transportar as bikes, agora está pior! Começa por não haver um dístico no exterior a indicar a carruagem destinada a esse efeito e depois dá para colocar duas bicicletas em cima uma da outra, encostadas e sujeitas à boa disposição do revisor. Ora vão-se lixar com os "novos" comboios!
Bem, mas lá chegámos a Poço Barreto, onde iniciámos a nossa jornada. Fomos rolando devagar para ir aquecendo as pernocas até Silves e daí seguir até à estrada que vem de Portimão para Monchique. Nas zonas de sombra sentia-se uma temperatura bastante agradável, mas sempre que se apanhavam áreas mais abertas, já o solinho se fazia sentir.
Mas lá fomos na nossa marcha pois a subida carece de paciência e calma. Nós a subirmos para Monchique e já vinham ciclistas isolados ou em grupo, aos magotes, por ali abaixo, às sete e picos da manhã. Há malta que se levanta muito cedo, pelos vistos. Por nós passaram alguns com ar mais pró, a subirem com o fogo no rabo (e nas pernas) numa mexa que só visto. E nós a roer aqui devagarinho.
A partir de Monchique é que a porca torce o rabo e logo à saída da vila em direcção à Fóia temos direito a um valente papo seco, para abrir o apetite. É para mim, a parte mais dura e inclinada do caminho. Parámos numa pastelaria, metemos algum açúcar (uma torta de amêndoa e uma cola) e lá fomos por ali acima queimar esse combustível.
Não há ordem para descansar, pois a subida continua, mas de forma mais progressiva, menos inclinada. Vai-se fazendo! Todos lampeiros a pensar em meter água fresquinha na Fonte das Bicas e talvez molhar a lombeira, só que não, a fonte não corre, está seca. Conseguimos depois água no Miradouro da Fonte Santa, onde a bica ainda vai correndo qualquer coisa. Dali até ao topo já só faltavam 2km.
Mais duas ou três curvas e lá estávamos nós no topo da Fóia, junto à estátua do ciclista. Só resta a base, pois o ciclista parece que foi de férias por tempo indeterminado. Tirámos as fotos da praxe para registar o momento de mais um desafio concluído. Chegámos mesmo em boa hora, que o sol já apertava e queima a pele dos artistas. Mas tudo estava bem, dali para a frente seria sempre a descer, eh eh eh.
A descer, com uma vista fantástica lá do alto, pelas curvas sinuosas e... Ora bolas, tanto tempo para subir e num ápice já estávamos de novo em Monchique. Parámos para molhar a goela e refrescar a alma, antes de nos fazermos ao caminho até Portimão onde estava previsto apanharmos o comboio.
Parece que o pior já estava feito, mas o sol começou a apertar forte e, mesmo em zonas a descer, vinham grandes baforadas de ar quente para nos lembrarmos que estava calor e que já é Agosto. Os últimos quilómetros até Portimão já custaram um bocadinho e ainda por cima a água dos bidons dava para um belo cházinho. Até à hora do comboio abancámos num snack-bar onde aconchegámos o estômago com uma bela bifana e lá fomos dar mais uma luta com os lugares para bicicletas.
Ficou assim concluída mais uma aventura em duas rodas pelos caminhos de Portugal, na sempre excelente companhia do meu amigo Pêxote. Qualquer dia vou lá outra vez, só para chatear!
Continuem a pudalari!
Strava > https://strava.app.link/4u0AIXuZi5b















































